Página Inicial Data de criação : 08/11/08 Última actualização : 09/02/14 21:14 / 6 Artigos publicados
 

Batota até quando?  Inserido Saturday 14 February 2009 21:14

desporto, futebol, trapaça, batoteiro, batota

I am confident that Fifa will see the benefits in supporting an initiative that aims to crack down on cheats in football (1,2)

SFA chief executive Gordon Smith


No desporto a batota  acontece, desde que haja competição. Sempre existiram e continuaremos a ver pessoas, para quem ganhar é O objectivo. Independentemente da forma como se vença, para muitos adeptos, o importante é ver as suas equipas ou os atletas da sua simpatia terem sucesso. Para muitos atletas também, apesar de terem o dever ético de respeitar as regras da modalidade desportiva que praticam, de respeitar os seus adversários de competição e o público que assiste, o importante para eles é vencer, vencer, vencer!...  Mas quando esses êxitos são resultado da prática de batota, não é legítimo que se premeie o burlão em detrimento daquele que honestamente competiu com ele. Para prevenir que tal aconteça, existem regras em todas as competições, conhecidas (?) dos seus praticantes, treinadores, dirigentes e que deveriam sê-lo também, do público adepto.

Ao longo dos tempos, têm sido discutidas formas de combate à trapaça no desporto. Sabendo nós da existência de vários atletas e até equipas que foram duramente castigados pelo seu comportamento anti-desportivo, recorrendo à batota das mais variadas e requintadas formas, também sabemos como a mesma, nomeadamente no futebol, trouxe igualmente fama e sucesso aos seus praticantes (2,3). Apesar de alguma batota ter o condão de parecer uma obra de arte, não deixa de ser bastarda e como tal, ilegítima. Julgo concordarmos que se todos fizéssemos batota qualquer que fosse a actividade, o resultado seria desastroso para a sociedade. Daí pensar com justa causa que as acções ilegítimas, ostensivamente praticadas pelos atletas, com a finalidade de obterem ganhos a seu favor, devam ser exemplarmente punidas. A bem do desporto, da moral (que parece ser palavra/conceito há muito colocada no baú) e da salutar convivência entre as pessoas.

Vários têm sido os agentes desportivos que defendem a utilização dos meios tecnológicos para uma maior transparência, nomeadamente no futebol. Nesta modalidade têm os mesmos, encontrado a frontal resistência da FIFA que parece preferir ter um batalhão de árbitros no terreno do que tal blasfémia consentir. E então, até que sim ou até que não, a batota vai-se fazendo e os "artistas" da mesma, continuarão deliciando-se com os anjinhos que tais tropelias lhes vão sofrendo.

Consequentemente e na falta dos tão propalados e desejados meios tecnológicos no futebol, porque não endurecer o castigo aos batoteiros? Um simulador que cai dentro da área adversária (vídeos: a, b, c, d, e ), levando o árbitro ao engano, marcando grande penalidade contra a equipa vítima deste logro, não deveria ser punido? Mas como, se não puderem recorrer aos tais meios audiovisuais complementares que reponham a verdade? E se aquilo que o árbitro viu foi uma falta dentro da área, pretensamente provocada pelo defensor? Mas mesmo na falta deles, defendo maior castigo ao batoteiro, aumentando ainda mais a confiança no juiz da partida, mas também da sua responsabilidade. Ou seja, se qualquer simulador de cuja acção velhaca, pudesse vir a resultar a marcação de uma grande penalidade, a expulsão de um colega da equipa adversária, ou a marcação de um golo irregular, esse burlão deveria ser punido com o cartão vermelho directo e consequente expulsão. Podia ser que assim pensassem duas vezes, antes de fazer batota...a bem do desporto.


Saudações desportivas,

Águaaferver


 

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