Insurgiu-se o treinador de futebol do Benfica (SLB) contra a falta de atitude competitiva da sua equipa nos 10 minutos finais da última partida contra o Metalist, a contar para a taça UEFA. Com esta postura, o Sr. Quique Flores apagou como escrita de giz num quadro de ardósia, os 80 minutos anteriores ao fortuito golo do Metalist que numa única jogada em todo o encontro, arrumou a partida a seu favor. Com esse golpe de apagador, o técnico benfiquista quase fez esvanecer da memória dos adeptos, as cinco oportunidades flagrantes de golo que a equipa de reservas do SLB, não teve a felicidade de concretizar na sua esforçada exibição. Se os reis magos tivessem chegado mais cedo e trouxessem as desejadas prendas, ficariam os cinco golos a três dos oito que virtualmente classificariam o Benfica para a fase seguinte da competição. Claro que só virtualmente pois que o Olympiakos cumpriu como esperado a sua obrigação. Mas estamos a falar de ATITUDE.
O Sr. Quique não gostou do desânimo dos atletas após o golo que surgiu frio e cruel a 10 minutos do final. Pois eu também não gostei da atitude do Sr. Quique ao encarar este jogo como um jogo de treino para rodar jogadores. Seria admissível, se a carreira da equipa na prova tivesse sido vitoriosa, dando oportunidade aos mais novos e menos utilizados a esgrimirem os seus argumentos. Assim e depois de já derrotado em casa anteriormente e de outra derrota fora de casa, seria de esperar uma atitude diferente do treinador do Benfica que dignificasse o clube. Ninguém lhe exigiria o milagre, pois tal não dependeria dele, nem os famigerados oito a zero que o treinador do Metalist, com razão mas de forma arrogante, referiu com “uma brincadeira”.
O que se lhe exigia era um Benfica forte, personalizado e firmemente disposto a demonstrar que os resultados anteriores foram um equívoco. Para esse fim, deveria ter apresentado a equipa na sua máxima força. Ao utilizar a segunda equipa, o treinador do Benfica não transmitiu afinal, a “atitude” que gostaria de ter visto nos seus pupilos, nos últimos 10 minutos da contenda. Atirou desde logo a toalha ao chão. Com uma agravante! Deixou que essa sua desistência fosse previamente do conhecimento público, assistindo-se a uma desolada paisagem das bancadas do estádio da Luz, com uma das mais reduzidas assistências que aquele monumental estádio já teve. Mesmo assim, os “mininos”, como diria um certo mestre de estratégias de coesão de grupos, podiam ter espetado cinco ao Metalist…com um pouco mais de sorte e rotinas de jogo.
Saudações desportivas,
Águaaferver