Página Inicial Data de criação : 08/11/08 Última actualização : 11/10/17 19:49 / 6 Artigos publicados

Batota até quando?  Inserido Saturday 14 February 2009 20:14

Blogue de aguaaferver :Chutonabola, Batota até quando?

I am confident that Fifa will see the benefits in supporting an initiative that aims to crack down on cheats in football (1,2)

SFA chief executive Gordon Smith


No desporto a batota  acontece, desde que haja competição. Sempre existiram e continuaremos a ver pessoas, para quem ganhar é O objectivo. Independentemente da forma como se vença, para muitos adeptos, o importante é ver as suas equipas ou os atletas da sua simpatia terem sucesso. Para muitos atletas também, apesar de terem o dever ético de respeitar as regras da modalidade desportiva que praticam, de respeitar os seus adversários de competição e o público que assiste, o importante para eles é vencer, vencer, vencer!...  Mas quando esses êxitos são resultado da prática de batota, não é legítimo que se premeie o burlão em detrimento daquele que honestamente competiu com ele. Para prevenir que tal aconteça, existem regras em todas as competições, conhecidas (?) dos seus praticantes, treinadores, dirigentes e que deveriam sê-lo também, do público adepto.

Ao longo dos tempos, têm sido discutidas formas de combate à trapaça no desporto. Sabendo nós da existência de vários atletas e até equipas que foram duramente castigados pelo seu comportamento anti-desportivo, recorrendo à batota das mais variadas e requintadas formas, também sabemos como a mesma, nomeadamente no futebol, trouxe igualmente fama e sucesso aos seus praticantes (2,3). Apesar de alguma batota ter o condão de parecer uma obra de arte, não deixa de ser bastarda e como tal, ilegítima. Julgo concordarmos que se todos fizéssemos batota qualquer que fosse a actividade, o resultado seria desastroso para a sociedade. Daí pensar com justa causa que as acções ilegítimas, ostensivamente praticadas pelos atletas, com a finalidade de obterem ganhos a seu favor, devam ser exemplarmente punidas. A bem do desporto, da moral (que parece ser palavra/conceito há muito colocada no baú) e da salutar convivência entre as pessoas.

Vários têm sido os agentes desportivos que defendem a utilização dos meios tecnológicos para uma maior transparência, nomeadamente no futebol. Nesta modalidade têm os mesmos, encontrado a frontal resistência da FIFA que parece preferir ter um batalhão de árbitros no terreno do que tal blasfémia consentir. E então, até que sim ou até que não, a batota vai-se fazendo e os "artistas" da mesma, continuarão deliciando-se com os anjinhos que tais tropelias lhes vão sofrendo.

Consequentemente e na falta dos tão propalados e desejados meios tecnológicos no futebol, porque não endurecer o castigo aos batoteiros? Um simulador que cai dentro da área adversária (vídeos: a, b, c, d, e ), levando o árbitro ao engano, marcando grande penalidade contra a equipa vítima deste logro, não deveria ser punido? Mas como, se não puderem recorrer aos tais meios audiovisuais complementares que reponham a verdade? E se aquilo que o árbitro viu foi uma falta dentro da área, pretensamente provocada pelo defensor? Mas mesmo na falta deles, defendo maior castigo ao batoteiro, aumentando ainda mais a confiança no juiz da partida, mas também da sua responsabilidade. Ou seja, se qualquer simulador de cuja acção velhaca, pudesse vir a resultar a marcação de uma grande penalidade, a expulsão de um colega da equipa adversária, ou a marcação de um golo irregular, esse burlão deveria ser punido com o cartão vermelho directo e consequente expulsão. Podia ser que assim pensassem duas vezes, antes de fazer batota...a bem do desporto.


Saudações desportivas,

Águaaferver


 

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Árbitros estrangeiros? Ou talvez não?...  Inserido Friday 23 January 2009 10:44

 

..."causou alguma perplexidade a arbitragem de
Veiga Trigo em 6 de Fevereiro de 1994, quando
na 18.ª jornada, já na 2.ª volta, num jogo decisivo
para o FC Porto, pois encontrava-se a quatro
pontos do Benfica, o árbitro Veiga Trigo
efectuou uma arbitragem impecável, algo que
já não havia memória desde os anos 70 e que,
diga-se, não voltou a verificar-se depois de
1993/94...Então não é que nesse
dia 6 de Fevereiro de 1994, estavam no nosso
Estádio a presenciar o encontro Paulo Casarin,
da Comissão de Árbitros da FIFA e Guido
Tognoni, Relações Públicas da FIFA!"

Este texto foi extraído de http://www.slbenfica.pt/incslb/pdf/jornal/3357/jb12_29_COR.pdf
e serve para ilustrar que ninguém no mundo do futebol é santo ou isento de críticas. De facto, nenhum árbitro é perfeito, especialmente quando avaliado pelas cores dos presumíveis prejudicados. Mas aproveito para sugerir (ao contrário do defendido por alguns dirigentes e consentido pelo próprio
presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, recentemente criticado pelo seu colega Veiga Trigo após palavras ditas a quente e sob pressão de jornalistas manifestamente hostis, a propósito das polémicas falhas das arbitragens) que em vez de se importarem árbitros estrangeiros para os jogos da Liga Sagres se tragam, isso sim, avaliadores dos árbitros, de outros países, credenciados pela UEFA/FIFA. O “intercâmbio” destes avaliadores poderia ser feito entre países com ligas profissionais de futebol. Embora não me oponha totalmente (em termos de opinião claro) à importação de árbitros de outros campeonatos europeus para dirigirem os encontros mais sensíveis da nossa 1ª liga de futebol profissional, sou principalmente defensor de tudo o que possa devolver maior credibilidade à modalidade, sem lhe retirar a espectacularidade. O futebol é um espectáculo que desperta emoções fortes e move multidões e como tal muito vendível. Parece que vende muito mais - principalmente jornais desportivos - quando a polémica acontece. Por isso, por mais que as pudicas almas reclamem honestidade para este desporto, na verdade, o que interessa para certa economia paralela a esta modalidade é precisamente o contrário. Para muitos, o importante é enfatizar as minudências que mais paixões despertam. É isso que melhor se vende!

Com mais este chuto pró ar, espero não ter atingido partes sensíveis de ninguém…não tive intenção, acreditem! {#}

 

Saudações desportivas,

Águaaferver

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Futebol português???  Inserido Wednesday 07 January 2009 00:12

Blogue de aguaaferver :Chutonabola, Futebol português???

Numa visita ao site www.zerozero.pt no dia 5/1/09, senti a curiosidade de verificar as características dos actuais plantéis das equipas da Liga Sagres, quanto à nacionalidade dos seus elementos. Dos 445 futebolistas inscritos nos respectivos clubes, têm nacionalidade portuguesa menos de metade. São 204 (46%) os portugueses do nosso futebol de mais alto nível. Os restantes 241 (54%) dividem-se em 150 (34%) brasileiros e 91 (20%) de diversas outras nacionalidades. Há assim um forte componente verde e amarelo, a dar um cheirinho de samba ao nosso futebol, como ilustra o gráfico aqui representado. Mas isto não constituiria a meu ver qualquer problema, não fora os actuais dois primeiros classificados, gigantes do nosso futebol, serem o anti-paradigma do que "o que é nacional é bom". Estes dois clubes, Benfica e Porto têm nos seus plantéis principais apenas 8 e 9 atletas portugueses respectivamente, sendo os restantes elementos, 6 brasileiros e 13 de outras nacionalidades para o Benfica, 4 e 13 respectivamente brasileiros e outros estrangeiros para o Porto. O Sporting, actualmente 3º classificado com os mesmos pontos do Benfica e a 1 ponto do Porto, prima por uma maioria de atletas de nacionalidade portuguesa, com 14 verde rubros, 6 verde e amarelos e 5 de outras paragens. Optaram os dois primeiros, em termos de jogadores estrangeiros, por adquirirem menos brasileiros e mais atletas de outras nacionalidades, ao contrário do que acontece com a maioria das outras equipas que vão às compras mais por terras de Santa Cruz.

 

  CARACTERIZAÇÃO DOS PLANTÉIS POR NACIONALIDADES  
         
EQUIPA PORTUGUESES BRASILEIROS OUTROS ESTRANG TOTAL
PORTO 9 4 13 26
BENFICA 8 6 13 27
SPORTING 14 6 5 25
LEIXOES 16 8 4 28
BRAGA 12 10 7 29
MARITIMO 13 14 3 30
NACIONAL 7 12 6 25
GUIMARÃES 13 14 3 30
E. AMADORA 17 7 4 28
ACADEMICA 12 4 10 26
NAVAL 9 13 5 27
P. FERREIRA 16 10 5 31
TROFENSE 17 10 1 28
SETUBAL 9 12 4 25
R. AVE 21 6 3 30
BELENENSES 11 14 5 30
         
TOTAIS>>>> 204 150 91 445

 

Isto não passaria de um inútil exercício de estatística, se não fosse possível discutir alguns destes dados e perceber afinal, porque o nosso país, formador das mais eminentes estrelas do desporto rei que o mundo tem conhecido (escuso-me nomeá-los para não ferir susceptibilidades), utiliza tão poucos nacionais, nomeadamente tão poucos jovens formados nas suas escolas de futebol. É apenas de 1/4 a média da fracção de jovens de  idade igual ou inferior a 21 anos que fazem parte dos portugueses, dos clubes da primeira liga do nosso campeonato. O Porto com 56% é a equipa que tem a maior proporção de jovens jogadores entre os portugueses do seu plantel.

 

EQUIPA

<= 21 A

Portugueses

Proporção

PORTO

5

9

0,56

SETÚBAL

4

9

0,44

BRAGA

4

12

0,33

R. AVE

7

21

0,33

P. FERREIRA

5

16

0,31

TROFENSE

5

17

0,29

NACIONAL

2

7

0,29

SPORTING

4

14

0,29

BELENENSES

3

11

0,27

NAVAL

2

9

0,22

ACADÉMICA

2

12

0,17

GUIMARÃES

2

13

0,15

BENFICA

1

8

0,13

E. AMADORA

2

17

0,12

LEIXÕES

1

16

0,06

MARÍTIMO

0

13

0,00

 

 

 

 

TOTAIS>>>>>

49

204

0,24

% de Sub-21

24,02%

 

 

 

A ver só pela amostra dos blogs deste portal são vários os clubes que  mantêm viva  a chama da formação desportiva de jovens. Certamente alguns virão a ser atletas profissionais e um ou outro serão vedetas. A aposta na qualidade do nosso futebol deverá ser feita com a matéria-prima indígena. Os grandes clubes deverão acompanhar mais de perto o trabalho que se vai fazendo por esse país fora a nível da formação desportiva. Os mais rentáveis negócios para os grandes do nosso futebol foram feitos com a "exportação" das nossas nacionais vedetas. Sem xenofobismos, porque todos são bem-vindos, desde que representem os seus clubes com brio, dignidade e profissionalismo, não podemos desperdiçar a NOSSA matéria-prima, do que do nacional, é realmente bom.

 

Saudações desportivas,

Águaaferver

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Protagonista indesejado  Inserido Friday 26 December 2008 20:54

 

É comum dizer-se num jogo de futebol que uma boa arbitragem é aquela em que não se dá pela presença do árbitro. Ora, penso eu como apreciador de uma boa jogatina que o papel principal deve ser dado aos 22 elementos que correm atrás da bola para a colocar dentro das duas balizas. E ele há equipas que suam as estopinhas para o conseguirem. Mesmo que o espectáculo não corresponda ao empenho dos atletas, mesmo que tal dedicação da parte destes não signifique qualidade, é por eles que os adeptos vão aos estádios. É para vê-los disputar cada palmo de terreno, cada minuto ou cada segundo com a redondinha e esta dentro da baliza da equipa adversária que gostamos do futebol e para esse espectáculo contribuímos com o nosso dinheirinho. Mas ultimamente têm acontecido coisas estranhas que mudam o protagonismo do espectáculo. São principalmente certas decisões, daqueles cuja boa actuação deveria traduzir-se na sua quase invisibilidade. Têm acontecido na denominada Liga Sagres todas as semanas e em mais que um jogo. Têm acontecido principalmente nos jogos disputados pelos "três grandes" e estranhamente menos, nos outros, do mesmo campeonato, mas com menor projecção. Essas anormalidades tiveram como consequência, resultados finais injustos e perda de pontos para equipas que de outra forma estariam melhor classificadas. Mas mesmo que de injustiça se não tratasse, por se reconhecer, por exemplo em caso de empate ou de vitória da equipa beneficiada pelo “engano” que tal resultado seria o mais acertado para a contenda, não pode o futebol (já de si com grande imprevisibilidade), passar agora a estar sujeito às decisões discricionárias do juiz da partida. E este deverá passar a ser mais protegido no seu trabalho com a introdução do que as novas tecnologias poderão trazer, para facilitar e tornar mais isento o seu labor.

Sabemos também, como estes casos se fartam de “vender” na comunicação social, como fazem subir os shares nas televisões e como são aproveitados pelos dirigentes desportivos, para fazerem as suas campanhas. Daí a minha estranheza, já sublinhada anteriormente, de os casos polémicos da arbitragem acontecerem quase exclusivamente com as grandes equipas…ou será que não? Não estou a ver nenhum árbitro a ceder a pressões da comunicação social com um “arranjinho”, para ter o que se falar no resto da semana, nem estou a vê-los igualmente, a comprometerem o seu bom nome, prejudicando ostensivamente determinada equipa em detrimento de outra. Mas o que eu estranho e lamento é serem os árbitros, com frequência inquietantemente maior, os protagonistas indesejados do jogo. O recurso ao vídeo, como já se faz no râguebi, sendo algo tecnicamente viável num campeonato desta grandeza, diminuiria a quantidade destas idiossincrasias, com benefícios evidentes para a modalidade. A continuar assim, não sei se não iremos assistir progressivamente, a estádios cada vez mais vazios e quiçá, a menores assistências também dos jogos portugueses na televisão?!...

Mas também sabemos que a retrógrada FIFA e sua leal UEFA é que mandam nisto. Paciência.

 

Saudações desportivas,

Águaaferver

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A Quique o que é de Quique!  Inserido Saturday 20 December 2008 00:32

 

Insurgiu-se o treinador de futebol do Benfica (SLB) contra a falta de atitude competitiva da sua equipa nos 10 minutos finais da última partida contra o Metalist, a contar para a taça UEFA. Com esta postura, o Sr. Quique Flores apagou como escrita de giz num quadro de ardósia, os 80 minutos anteriores ao fortuito golo do Metalist que numa única jogada em todo o encontro, arrumou a partida a seu favor. Com esse golpe de apagador, o técnico benfiquista quase fez esvanecer da memória dos adeptos, as cinco oportunidades flagrantes de golo que a equipa de reservas do SLB, não teve a felicidade de concretizar na sua esforçada exibição. Se os reis magos tivessem chegado mais cedo e trouxessem as desejadas prendas, ficariam os cinco golos a três dos oito que virtualmente classificariam o Benfica para a fase seguinte da competição. Claro que só virtualmente pois que o Olympiakos cumpriu como esperado a sua obrigação. Mas estamos a falar de ATITUDE.

O Sr. Quique não gostou do desânimo dos atletas após o golo que surgiu frio e cruel a 10 minutos do final. Pois eu também não gostei da atitude do Sr. Quique ao encarar este jogo como um jogo de treino para rodar jogadores. Seria admissível, se a carreira da equipa na prova tivesse sido vitoriosa, dando oportunidade aos mais novos e menos utilizados a esgrimirem os seus argumentos. Assim e depois de já derrotado em casa anteriormente e de outra derrota fora de casa, seria de esperar uma atitude diferente do treinador do Benfica que dignificasse o clube. Ninguém lhe exigiria o milagre, pois tal não dependeria dele, nem os famigerados oito a zero que o treinador do Metalist, com razão mas de forma arrogante, referiu com “uma brincadeira”.

O que se lhe exigia era um Benfica forte, personalizado e firmemente disposto a demonstrar que os resultados anteriores foram um equívoco. Para esse fim, deveria ter apresentado a equipa na sua máxima força. Ao utilizar a segunda equipa, o treinador do Benfica não transmitiu afinal, a “atitude” que gostaria de ter visto nos seus pupilos, nos últimos 10 minutos da contenda. Atirou desde logo a toalha ao chão. Com uma agravante! Deixou que essa sua desistência fosse previamente do conhecimento público, assistindo-se a uma desolada paisagem das bancadas do estádio da Luz, com uma das mais reduzidas assistências que aquele monumental estádio já teve. Mesmo assim, os “mininos”, como diria um certo mestre de estratégias de coesão de grupos, podiam ter espetado cinco ao Metalist…com um pouco mais de sorte e rotinas de jogo.

Saudações desportivas,

Águaaferver

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